Obrigada!

video



27.01.2012
Meus 38 anos de vida!
Neve caindo lá fora.
Francesco sem o 1º dentinho de leite.
Poesia recitada pela Chiara(post precedente).
Papà que antecipa chegada do trabalho só pra merendarmos os 4 juntos.
Telefonemas,mensagens e emails do Brasil.
Visita de duas amigas queridas italianas.Presentes,presentes.
                                                                                                    Bom estar com você(s)!
Bergilde Croce

Porque viver é também Poesia...

 *-Mamma, questo è il mio regalo per Te!


Poesia recitada pela Chiara
Aproveito para unir algumas imagens do nosso frio Inverno 2012.
Assim começa um dia que promete vir carregado de grandes emoções...

                     Bergilde Croce

Tocando as emoções(escolha a sua cor)

Nossa participação com um post colorido sugerido pela menina voadora que ensina brincando. video
Praticando Inglês em casa.














Há algum tempo venho pensando em falar da relação entre a música e as nossas emoções.Assim, aproveito a ocasião com a proposta da amiga Anne Lieri para as segundas-feiras e apresento como acredito seja possível facilitar nosso aprendizado quando nos expressamos através da música.
Sabemos que a música nos ensina a liberar todo o nosso potencial criativo, a manifestar tensões e exprimir as nossas emoções,percebendo-as e transformando-as.É difícil porém mesmo para um adulto exprimir plenamente as próprias emoções muitas vezes confusas,contraditórias e quase sempre complexas.Imaginem para uma criança que ainda não possui uma linguagem verbal e emocional desenvolvida.Assim,entram em jogo outras formas de expressão não linguísticas,dentre as quais a música,assumindo um papel de muito valor.Todas as propriedades do som(tom,timbre,ritmo,tempo,estrutura) conseguem transmitir mensagens profundas de natureza emocional.Além,é claro, de uma estreita conexão que existe entre música e as emoções. Entender apenas não serve porque o importante é exprimir!
Tão logo um bebê descobre que é capaz de fazer vocalizações e gorjeios,começa a se exibir nessa sua especialidade,gozando até o fim do prazer de poder se exprimir. Quando consegue segurar alguma coisa com as próprias mãos,usa esse sentido para fazer rumores,produzindo uma espécie de música .Quando começa a sentir-se seguro com as próprias pernas,dança cada vez que escuta uma canção.
Como toda mãe que se preze eu lembro muito bem de cada fase do desenvolvimento de meus filhos e vou registrando seja através dessas pequenas filmagens e fotografias aquilo que me toca fundo na alma . 
A expressão das emoções no início da vida é musical.Não é necessário saber ou compreender cientificamente,basta deixar sair de dentro de si aquilo que se sente.Entretanto,basta a criança crescer um pouquinho e na maioria dos casos pára.Isso porque alguém lhe diz que para tocar são necessários os instrumentos adequados, que para cantar é preciso conhecer palavras e música e se dança seguindo um esquema preestabelecido de passos.Perde-se aí a sua capacidade de usar o corpo para expressar alguma coisa que sente,sem ao menos perceber ter conquistado habilidades especiais. Favorecer a atividade musical espontânea nas crianças significa dar instrumentos e voz para elas contarem as suas emoções,seguí-las nas suas variações e intensidades experimentando-as e experimentando a percepção de si mesmas também.
Não sei o que eu sinto,mas eu toco!
Muitos adolescentes vivem quase que permanentemente imersos na música.Quando se vestem colocam primeiro o fone de ouvido,antes até dos sapatos,não o retiram nem mesmo nos casos de extrema necessidade.Parece que esses leitores de mp3,mp4 ou sei lá o que mais inventaram,sejam mais indispensáveis que um marcapasso cardíaco.Vão aos shows,baixam da internet as músicas diretamente nos celulares,mandam pros amigos,numa velocidade inacreditável!Francesco e Chiara ainda não entraram nesse time,mas de tocar e dançar fazem praticamente a todo instante. A menina agora mesmo deu pra pedir pro irmão colocar'música rock' na vitrolinha deles.Temos muitas fotografias para no futuro recordarmos desses momentos.
Voltando para nossa reflexão... Na idade em que as emoções atingem a sua carga de maior intensidade, a música é como um remédio( prefiro não dizer a palavra droga).Costuma-se dizer que quando alguém se sente transportado por algo mais forte de si mesmo,em determinado momento não sendo capaz de racionalizar esse sentimento,encontra uma música em associação que consegue muito bem fazer tal interpretação. Por isso,não proibamos jamais a música aos nossos filhos,mas procuremos favorecê-la,oferecendo-lhes as possibilidades de conhecer os mais diversos estilos e melodias e assim começarem a perceber seus próprios gostos.
Começo a compreender os outros e comunico
Escutar uma música nos consente seja reconhecer as emoções que já conhecemos,seja descobrir aquelas que ainda não conhecemos.
Dessa maneira se começa a entrar em ressonância com as experiências do outro,uma competência muito difusa hoje em dia nas relações interpessoais.
Produzir música,isto é,tocar,consiste em reproduzir dentro de si as emoções ligadas a uma certa composição,transmitindo-as a quem as escuta. Tratam-se de duas habilidades diferentes:a primeira se refere à capacidade de conter e administrar as emoções,a outra é a capacidade de comunicá-las e compartilhá-las com as demais pessoas.
Improvisamente descubro do que sou capaz
Depois de ter sido escutada,tocada ou cantada a música pode ser também elaborada.As crianças e os adolescentes como sempre são muito entusiastas dessa capacidade e,ao contrário do que possamos supor, não consideram difícil.
Uma das expressões de maior criatividade é a improvisação,uma experiência ligada à descoberta de si,do próprio estilo,que favorece o processo de individualização.Instrumentos musicais,como o xilofone(observem no video) e os de percussão como a bateria, podem ser tocados improvisamente,logo oferecendo à criança mesmo sendo esta inexperiente,a possibilidade de compor o seu estado de espírito.Ao contrário,instrumentos que requerem um bom conhecimento das teorias musicais e um certo grau de habilidade técnica,como a flauta(só pra citar um exemplo), pode inibir o versante expressivo da mesma,e até frustrá-la,se esta não possui as necessárias competências.Se a criança desenvolve pois essas habilidades e as requer,o verdadeiro estudo de um instrumento se revela um importante estimulo para o seu desenvolvimento físico,intelectual,emotivo e social.
*Um instrumento para cada estado emocional:
Raiva
Pode-se expressar a raiva através de um tambor,ou de um bongo que têm um som decidido e duro,capaz de esquentar e renovar aquela carga de energia que se tem quando se está com raiva,canalizando-a para outro propósito .
Tristeza
Caixas de madeira(tocadas com uma varinha,um pedaço de pau) ou bolinhas de tenis arremessadas numa superfície rígida podem se tornar bons instrumentos através dos quais se pode exprimir de modo direto as próprias desilusões ou amarguras.Observando o seu som surdo percebemos como de fato traduz um estado de espírito caracterizado pelo desconforto e introspecção de quem o faz.
Felicidade
Se a criança quer expressar a sua alegria, o xilofone e o triângulo a ajudam com os seus sons decididos e claros, luminosos e alegres.
Em posts precedentes mostramos algumas construções com material reciclado feitas pelas crianças a esse respeito.Quem se lembra do maracá?
Qualquer objeto pode produzir sons e ser usado como instrumento.Caixas de papelão,de plástico,lata,garrafas cheias com pedrinhas,caroço de feijão,arroz,panelas, colheres,bolinhas de gude,tecido,folhas,elásticos pendurados podem vibrar!Basta simplesmente usar e deixar fluir a nossa imaginação!
Explorar a voz sussurando,gritando,usada sozinha ou modificada com um objeto como um pano na frente da boca,um funil.
São brincadeiras que mostram como existem inúmeras possibilidades para nos exprimir.
Contos musicais.Noto que estão sendo muito usados pelas professoras dos meus filhos e sou totalmente de acordo com essa proposta de musicar as fábulas ou histórias pessoais de cada um.
Por Bergilde Croce
                                                       Fruto de minhas vivências maternas e leituras como mãe,psicopedagoga e psicomotricista.

Nem todo mundo é obrigado a gostar da gente.

Que os relacionamentos de amizade têm uma função fundamental na vida todos estamos de acordo,mas requerem um certo cuidado que é bom aprender desde pequeno.
A amizade é como uma necessidade fisiológica,assim natural e complexa que deve ser satisfeita,mas também educada já da mais tenra idade.A arte dos relacionamentos se desenvolve e se educa nos contextos de grupos institucionais,como por exemplo,nas escolas.Estas desempenham um papel importantíssimo porque no seu interior as crianças fazem experiências de relacionamentos que podem influenciar toda a sua vida futura.
Nesse ambiente escolar elas se conhecem e se confrontam através de atividades lúdicas e recreativas.Compartilham espaço e tempo,vitórias e derrotas,alegrias e tristezas,competições,ciúmes,sucessos e paralelamente vão crescendo e se desenvolvendo juntas.
Pessoalmente,como pais discutimos nosso papel de como poder influenciar nossos filhos a fazerem boas relações de amizade.Pensando na atual realidade é possível oferecer-lhes tal preparo,orientação?
A princípio pode parecer que não,mas se formos refletir a fundo,percebemos que existem algumas poucas regras,mas bastante funcionais a esse propósito:
* Como não gostamos de todo mundo,nem todo mundo é obrigado a gostar da gente.
Uma amizade nasce espontaneamente,com uma base de reconhecimento recíproco.As crianças se aproximam intuitivamente aquilo de que precisam e sabem reconhecer sozinhas os prováveis amigos e aqueles adversários.Aprenderão a compreender facilmente por meio das recíprocas reações se devem seguir adiante com uma amizade ou se esta deve ser evitada.Como pais,podemos ajudá-los a analisar os comportamentos e as reações,apoiando-os e assegurando-os na tomada de decisões necessárias.

Fato nosso-Aproveitamos a hora do jantar também pra saber um pouco mais sobre as vivências deles na escola(ali passam 8 horas diariamente).Assim,há pouco tempo, Chiara, tristonha, contou de uma amiguinha que não quis sentar-se ao seu lado à mesa das refeições,nem tão pouco brincar depois .A mesma amiguinha que durante os dias quentes estava no parquinho e juntas corriam pra lá e pra cá pelos escorregadores.-'Mamma,G. mi ha fatto "scatto"!'Lembrei de quando eu também era menina e havia essa coisa de "ficar de mal".Eu,a abracei e falei que é assim mesmo, cedo ou tarde mudará de idéia,mas enquanto isso ela procurasse outra companheira ou companheiro que tivesse o seu mesmo interesse.
*As idéias e os espaços vão respeitados-regra fundamental da boa convivência-reconhecer o limite até onde se pode ir ou estar é uma conquista realmente importante e confere um sentido às nossas relações interpessoais que somente dessa maneira se tornam autênticas porque são fundamentadas pelo verdadeiro respeito.
Fato nosso-Prosseguindo na conversa daquele mesmo jantar,foi a vez de Franceso desabafar contando do A. ,dito seu melhor amigo,que de costume parece ter sempre o comando nas brincadeiras.Pensamento materno:Será mesmo que é seu melhor amigo?Porém,verbalizei apenas uma pergunta:Por que você não fala com ele e diz que deve ceder a vez também aos outros de comandar?Conversem.
*A companhia é importante,mas vez por outra estar sozinho também faz bem.
Passar o tempo junto aos amigos é divertido e pode ser muito enriquecedor,mas sentir-se bem com a própria companhia é fundamental e incomparável!
Fato nosso-Estando boa parte do dia sozinha a mãe se lamenta do silêncio ao seu redor,todavia acaba concluindo que são esses os momentos em que consegue ser mais produtiva e mais criativa.É no silêncio,nesse quase forçado isolamento que encontra maior inspiração!E, com isso aumenta cada vez mais o desejo de encontrar os amigos.Estando com os mesmos seja pessoalmente ou virtualmente pode demonstrar toda a sua gentileza e disponibilidade.
Temos ainda que ter a consciência de que essas nossas 'intromissões' por assim dizer, precisam de critério,isto é,não podemos ter a pretensão de que nossos filhos   ajam como pequenos robôs,executando exatamente como e o que dizemos.Resistamos às tentações de direcioná-los às relações que a nós possam parecer agradáveis ou afastá-los daquilo que pessoalmente venhamos a temer.Permitir-lhes de escolher seus amigos,respeitar essas escolhas,seja encontrando seja se esquivando de determinadas pessoas.Procurarmos diligentemente ser pais presentes é o que vale afinal!
Estamos programando para o próximo aniversário da Chiara uma merenda com seu grupo de amiguinhos da escola.
Por Bergilde Croce


Leonardo- o Gênio, o Mito

O homem que sai da Idade Média e se projeta naquilo que é de mais moderno no mundo de hoje e do que ainda está por vir:
Leonardo o Gênio,o mito:




Início de Inverno:
Entre mercados e castelos medievais fizemos muitos passeios descobrindo e redescobrindo as maravilhas da arte italiana.Se pudesse teria fotografado e filmado muito mais,porém há regras muito claras quanto ao uso desses recursos e por isso o que é exposto aqui representa apenas uma síntese,um' scoop' de tudo o que vimos numa das maiores e mais significativas exposições de arte de todos os tempos.
Chiara,embora pequena, demonstrou muito interesse e curiosidade por tudo , confirmando mais uma vez que apreciar o belo não tem nada a ver com idade.Francesco,participou do laboratório de Leonardo e no retorno às aulas até apresentou para as professoras e coleguinhas seu projeto da 'máquina imaginária' que criou lá pelo castelo seguindo os conselhos de Leonardo .
*Informações e curiosidades sobre Leonardo da Vinci e a exposição do seu auto-retrato:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Leonardo_da_Vinci

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